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A ardósia, vulgarmente conhecida em Portugal por “lousa”, é uma rocha homogénea, de grão muito fino, opaca, resistente e que se pode separar facilmente em lâminas paralelas, segundo a direcção da clivagem.
Originou-se a partir de sedimentos argilosos complexos, geralmente provenientes da meteorização de outras rochas e sobre os quais se produziu uma metamorfose mais ou menos profunda.
A sua composição maioritariamente de minerais argilosos e mica laminar, conferem-lhe uma estrutura típica lisa e uma esfoliação em lâminas (xistosidade), o que faz com que se torne num material muito adequado para obter placas para a execução de coberturas.
É utilizada desde a antiguidade pelas suas características únicas de impermeabilidade, beleza e resistência aos agentes atmosféricos.
Ao longo dos tempos a ardósia tem vindo a ser utilizada em coberturas, revestimento de paredes e pavimentos, ora em habitações tradicionais rústicas ora em arquitectura nobre e religiosa.
Todas as possibilidades imaginativas, quer em forma quer em espaço, são realizáveis com ardósia, o que a transforma num material dos mais versáteis da construção, permitindo portanto uma infinidade de soluções estéticas e uma fácil adaptação a qualquer solução arquitectónica.
Podemos portanto dizer que a “lousa” é um material natural, versátil, duradouro e belo. Reúne todas as características que devemos levar em conta quando da escolha de um material para a construção. Qualquer projecto em que se privilegie a sua utilização, quer na cobertura quer em qualquer outro uso em que é preconizada: fachadas, revestimentos, zonas ajardinadas, arranjos exteriores, etc.…, resulta engrandecido e de rara beleza.

A primeira referência à utilização de ardósia como material de cobertura nas casas da região de Arouca remonta ao ano de 1758, sendo a primeira descrição específica da sua exploração em canelas datada de 1820. A extracção deste material teve um grande impulso no início do século XX, quando passou a pertencer aos irmãos Valério (localmente conhecidos como “os Valério”) que, de forma artesanal e descontínua, foram garantindo a exploração de ardósia para a construção civil, servindo um mercado de amplitude regional.
Na década de 1960, numa fase de algum abandono e estagnação, a empresa “Exportadora de Ardósias de Valongo, Lda.” tentou uma exploração por arrendamento nestes afloramentos, que se revelou muito efémera, tendo a década de 1970 marcado o encerramento das louseiras. Em 1988 é retomada a extracção, através da criação de um Curso de Formação Profissional denominado “Louseiros de Técnicas Tradicionais”, que serviu de impulso à criação da Empresa “Ardósias Valério & Figueiredo; Lda.” em 1990. A partir daqui; com um apuramento cada vez maior das técnicas e a utilização de maquinaria pesada, aumentou a oferta de materiais e assistiu-se à conquista de um mercado cada vez mais diversificado e exigente, o que culminou nas primeiras exportações no ano de 1995.
Actualmente com um total de 50 funcionários, as empresas “ Lousar, Lda.”e “Ardósias Valério & Figueiredo” garantem a comercialização e aplicação de ardósia em todo o país e possuem uma significativa carteira de clientes em países como a Alemanha, Espanha, Canadá, Estados Unidos ou Japão, entre outros.